Éticas do cuidado humano
O objetivo desta seção é contribuir em favor do acolhimento das atuais demandas pedagógicas do cuidado humano. O descuido que o homem vem operando em relação a si mesmo é simplesmente inaceitável e o nosso pressuposto em relação a esse problema é socrático, ou seja, o homem só faz mal a si mesmo por ignorância, por educação ruim que contraria as leis promotoras do exercício da liberdade, pois a liberdade é a essência humana.
Com efeito, é um grave descuido educar seres humanos para ser escravos e deixar de educá-los para ser livres, razão pela qual entendemos que as éticas do cuidado se voltam contra essa má educação que busca suprimir da existência os seres para os quais as leis da liberdade são vitais e com isso queremos dizer que o homem é um animal biologicamente constituído para ser livre. Sua fisiologia e sua anatomia são especialmente arquitetadas para escapar de processos automáticos, portanto é antinatural toda educação que procura aprisionar humanos em repetições, tal como ocorre nos métodos pelos quais os homens são ensinados a ser egoístas, intolerantes e infecundos.
Em contraposição a tais ensinamentos, propomos tratar da ética da alteridade, tal como a concebe E. Levinas; da ética da tolerância, baseada nas ideias de J.-J. Rousseau, e da ética do sentido, que extraímos das ideias de Albert Camus, as quais constituem, respectivamente, os objetos temáticos das próximas subseções.
Nesta parte
2.1.1 A ética da alteridade
2.1.2 A ética da tolerância
2.1.3 A ética do sentido
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Referências
COSTA, Israel Alexandria. Ética, lei e cuidado: estudos filosóficos acerca da plenitude da ação humana. Pirassununga, SP: Sdmarini, 2021. p. 54-55. [Fonte desta página.]
Atividade(s)
1) Atividade dissertativa básica — 2.1 Éticas do cuidado humano